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Campanha Salarial: sua participação é importante

É tempo de campanha salarial! Ou seja: precisamos fortalecer a nossa mobilização na luta por direitos trabalhistas. Nesta segunda-feira (07/10), ocorreu a primeira rodada de negociações com o sindicato patronal em torno das cláusulas do acordo salarial referente ao segmento de assessoria de imprensa. Esse primeiro diálogo mostrou que, em especial, a reconquista do piso salarial e o respeito à jornada de trabalho serão os itens que mais vão exigir a união de forças da categoria para garantir vitórias ao fim dessa temporada, que já começa atrasada, uma vez que a data-base do segmento é em junho. Como o histórico de assembleias esvaziadas foi apontado pelo representante patronal como principal fator de fraqueza da categoria nas últimas negociações, o nosso grande desafio, agora, será realizar assembleias representativas. É compromisso de todo jornalista ajudar a mobilizar os colegas assessores de imprensa para a assembleia que será realizada na terça-feira (22/10), na sede do nosso sindicato, em dois horários, 12h e 19h. Nos próximos dias, vamos visitar locais de trabalho e divulgar essa agenda. Na ocasião, vamos decidir que nova proposta apresentar na próxima rodada de negociações com o sindicato patronal, prevista para 25/10.
Com o apoio da nossa consultoria jurídica e de um economista do Dieese, a diretoria do Sindicato dos Jornalistas do Rio se reuniu com o representante das empresas desse setor, o diretor-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Comunicação Social (Sinco), Carlos Henrique Carvalho. Propomos o restabelecimento do piso com o valor de R$ 4.621,00 para cinco horas de trabalho. Mas os patrões não apresentaram uma contraproposta, indicando apenas a atualização do último valor vigente em 2012, de R$ 2.850,00 (oito horas semanais – incluindo almoço), pela variação do INPC no período, o que ficou muito aquém do reivindicado. Além disso, segundo Carlos Henrique, as empresas “não abrem mão” da jornada de oito horas diárias. Para o nosso Sindicato, tal jornada representa um retrocesso em relação ao que já está prescrito como direito dos jornalistas na CLT, que é de cinco horas, com no máximo duas extras fixas.
Quanto à proposta de inclusão no acordo da criação de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (Cipa’s) nas assessorias de imprensa, não houve conflito.
Nessa primeira rodada, para que fosse possível abrir imediatamente a negociação relacionada ao período 2013/ 2014, houve também a assinatura do acordo de 2012/2013 que ainda constava em aberto, oficializando o reajuste já concedido, apenas no valor da inflação, que foi de 4,44 %.
Em outubro, começa a mobilização da campanha salarial das categorias de jornal e revista e de rádio e TV.

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