
As 21 horas descontadas mensalmente, que seriam referentes aos sábados não trabalhados, e as jornadas estendidas para além do que prevê a lei são uma realidade na esmagadora maioria das redações do Rio de Janeiro. O Sindicato entende que somente com regras mais claras, e amparadas pela convenção coletiva, podem mudar para melhor a realidade do jornalista carioca. Isso sem falar que essas práticas são ilegais. Além destas propostas, o Sindicato luta por um reajuste de 11,47% (referente a 7,26% do IPCA medido na cidade mais 5% de aumento real), piso salarial de R$ 4.927 e tíquetes de alimentação e refeição superiores a R$ 20 por dia.
Confira todas as propostas da nossa pauta de reivindicações
Há ainda a luta por medidas que amparem e protejam o jornalista diante de um cenário tenebroso enfrentado pela categoria, com agressões vindas de todos os lados. As cláusulas de segurança preveem, por exemplo, a obrigatoriedade de equipes de apoio em coberturas externas e a listagem precisa de equipamentos de proteção individual adequados para os profissionais. Já a inclusão do Código de Ética da convenção daria respaldo legal ao jornalista que se recusar a executar tarefas que firam os princípios éticos e morais da profissão, como prevê a cláusula de consciência. Os patrões relutam em aceitar tais medidas, que não representam custo algum às empresas.
Para reverter esse quadro e afirmar as nossas reivindicações, é preciso unidade e mobilização. O Sindicato anuncia nos próximos dias uma série de atividades para disseminar as propostas da campanha salarial entre as redações. Estão previstas assembleias descentralizadas próximas aos locais de trabalho e uma campanha nas redes sociais para mobilizar a categoria e esclarecer pontos da negociação. Uma nova assembleia geral da categoria deverá acontecer até o fim de maio. E a sua participação é essencial.