O Ministério do Trabalho iniciou nesta terça-feira (08/07) fiscalização sobre as condições a que são submetidas os jornalistas dos Diários Associados, que, desde junho, trabalham em um prédio em obras. Os fiscais deverão avaliar quais são os riscos para a saúde dos profissionais do trabalho em um ambiente sob nuvem de poeira, barulho, cheiro de tinta e fios elétricos soltos. Os banheiros são precários e expõem as mulheres. Jornalistas passam mal e são obrigados a usar máscara para trabalhar.
A saída repentina do tradicional prédio da empresa na Rua do Livramento, no Santo Cristo, é apontada pelos jornalistas como a causa dos problemas, já que as obras no número 114 da Rua Fonseca Teles, iniciadas há mais de dois anos, não estão concluídas.
De acordo com denúncias dos funcionários, a reforma da nova sede foi alvo de suspeitas de desvio de recursos. A obra também enfrentou paralisações de operários contra más condições de trabalho e atraso de pagamentos por parte da construtora. Anunciado em 2010 por R$ 35 milhões, o edifício dos Diários Associados na Rua do Livramento, projetado por Oscar Niemeyer, foi vendido no ano passado.
