Sindicato dos Jornalistas

domingo, outubro 4, 2026

Autoridades da Segurança Pública do Rio recebem manifesto pelo fim da violência contra jornalistas

O Sindicato entregou, nesta quinta-feira (04/09), o manifesto pelo fim da violência contra os jornalistas às autoridades de Segurança Pública do Rio. Em encontro convocado pela secretaria, do qual participaram entidades da classe jornalística e do comando da Polícia Militar, além do subsecretário de Planejamento e Integração Operacional, Roberto Sá, a presidenta Paula Máiran falou sobre a situação de risco em que vivem os jornalistas na cidade do Rio hoje e expôs as ações tomadas pelo Sindicato desde o ano passado. Muitas dessas ações, como a adoção obrigatória de equipamentos de proteção individual pelas empresas, as 16 recomendações de segurança do Ministério Público do Trabalho e o estímulo ao registro de casos de agressão em delegacias, foram apontadas pelas próprias autoridades da segurança pública como as mais corretas no enfrentamento da violência, seja por parte de manifestantes ou da própria Polícia Militar.
Durante o encontro na sede da secretaria, o Sindicato levou críticas sobre posicionamentos recentes das forças policiais, como no cerco e agressão a jornalistas e manifestantes na Praça Saens Peña, no dia da final da Copa do Mundo, e o impedimento ao acesso de veículos de imprensa alternativa e de freelancers às coletivas realizadas pela Polícia Civil e às informações sobre as prisões de ativistas. Sobre a alta incidência de casos de agressão a jornalistas cometidos por policiais (68%, de acordo com o relatório compilado pelo Sindicato), as autoridades informaram que têm trabalhado no ‘aperfeiçoamento na atuação em protestos’ e para punir policiais que ‘trabalham mal’.
Por fim, a Secretaria de Segurança Pública se comprometeu em designar um ouvidor, que ficará encarregado de receber reclamações relacionadas a agressões praticadas por policiais ou manifestantes. Esse papel deverá ser desempenhado pelo oficial de ligação, policial que trabalha junto ao comandante da operação nas manifestações. O Sindicato planeja testar a eficácia da medida já na manifestação deste domingo, dia 7 de setembro, quando membros da diretoria e da Comissão de Segurança dos Jornalistas farão panfletagem e monitoramento in loco de possíveis casos de violência contra jornalistas.
Além do Sindicato, participaram da reunião Carmem Pereira, diretora da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Paulo Jeronimo de Souza, da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Alberto Jacob Filho, da Associação Profissional dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio de Janeiro (Arfoc Rio), Elba Boechat, do grupo Viva Santiago, e Fernando Molica, que representou a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e o grupo Viva Santiago.

Mais notícias