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Sindicato quer que Ejesa pague multa aos jornalistas por descumprir convenção coletiva

O Sindicato quer que a Ejesa, empresa que edita os jornais ‘O Dia’, ‘Meia Hora’ e ‘Brasil Econômico’, pague a cada um dos funcionários da redação o valor correspondente à multa pelo descumprimento de cláusulas da convenção coletiva dos jornalistas. Em reunião com a diretoria na última quarta-feira (17/09), representantes da empresa admitiram que a adesão ao refinanciamento de dívidas do governo federal, o Refis, levou ao parcelamento do reajuste retroativo e da participação de lucros e resultados dos jornalistas. Os profissionais foram prejudicados e agora receberão os benefícios em duas vezes. A medida foi tomada para evitar o atraso de salários, de acordo com a empresa.
A violação a uma das cláusulas da convenção prevê multa de R$ 38,41. Esse dinheiro, que normalmente seria revertido ao caixa do Sindicato, será pago a cada um dos jornalistas que terão benefícios parcelados, como forma de compensação pelo prejuízo, ainda que simbólica. A Ejesa prometeu analisar e responder em breve se aceita a condição.
A Ejesa afirmou ainda que, para se adequar ao parcelamento em 180 meses do Refis, começou a regularizar os depósitos de FGTS e INSS – que estavam atrasados e se tornaram motivo de reclamação dos jornalistas, principalmente dos que deixaram a empresa e dos aposentados. A empresa promete quitar todos os atrasados até o mês que vem.
O Sindicato também pediu esclarecimentos sobre práticas de jornada estendida por mais de seis dias sem folga e de desconto no banco de horas relativo aos sábados em que a empresa não convoca o jornalista para trabalhar, o conhecido ‘banco de horas negativo’. A empresa admitiu o desconto sob o argumento de que a jornada da categoria é de seis dias e não abriu chance para negociação. A Ejesa afirma que as jornadas de trabalho atendem os critérios da lei, ao contrário de denúncias de jornalistas. Os pontos seguem em discussão e uma mesa redonda pode ser convocada no Ministério do Trabalho.
Sobre o ‘downgrade’ no plano de saúde, a empresa afirma que foi feito um ‘esforço enorme’ para adequar a cobertura médica da melhor forma possível. Ainda assim, os jornalistas sofreram um corte de 20% da rede de hospitais, clínicas e laboratórios a que tinham direito antes.

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