Na véspera do dia do jornalista, o grupo Estado de S. Paulo anunciou, no dia 6 de abril, uma série de demissões nas praças do Rio de Janeiro, de São Paulo e Brasília. De acordo com dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o faturamento dos jornais com propaganda garantiu R$ 752,42 milhões em 2013 e, até setembro do ano passado, já acumulava R$ 485 milhões. Até maio do ano passado, essas empresas já tinham economizado R$ 110 milhões com as desonerações do governo federal. Mais uma vez, os empresários têm descontado nos trabalhadores e nas trabalhadoras os efeitos de uma possível “crise” no setor, mesmo com os lucros e os altos valores de propaganda. Alertamos que o Estado de S. Paulo já fez cortes, em outras praças há alguns meses, como forma de mascarar o processo de demissões em massa. Repudiamos essas demissões e essa política de onerar a classe trabalhadora em prol do mercado e do lucro. Reivindicamos uma reunião com a direção do Estado de S. Paulo.
