Os jornalistas do Rio rejeitaram as absurdas propostas trazidas pelas empresas de comunicação na mesa de negociações com o Sindicato. Em assembleia da campanha salarial nesta terça-feira (28/04), a categoria negou a possibilidade de parcelamento do retroativo do reajuste de 7,13% e reafirmou a disposição pelo fim de irregularidades no banco de horas. Hoje, jornalistas que não são convocados para trabalhar aos sábados têm horas extras descontadas mensalmente pela empresa. A prática, conhecida nas redações como banco de horas negativo, é considerada ilegal pela Procuradoria do Trabalho. Como os fabulosos lucros obtidos por essas empresas no ano passado não justificam tamanha avareza com os jornalistas, a assembleia vetou integralmente a contraproposta dos patrões. No encontro, foram formuladas novas estratégias de pressão, que serão encaminhadas pelo Sindicato.

