
Com apoio do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, funcionários da Empresa Brasil de Comunicação promovem a Campanha: As mulheres da EBC. Veja na íntegra o texto abaixo feito pelos colegas da EBC.
As mulheres da EBC começaram no dia oito deste mês uma campanha para lembrar os tomadores de decisão que #SimExistimos! Vamos aproveitar a adesão da presidência da EBC ao Movimento ElesporElas, da ONU Mulheres Brasil, para estimular a participação de mulheres, em geral, nas rádios EBC, na TV Brasil e na NBR, além de aumentar o número de funcionárias na gestão.
A campanha reforça necessidade de valorização das mulheres empregadas da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), tanto na programação dos veículos, como na gestão da empresa.
Leia adesão da EBC aqui: http://
Apesar de avanços na promoção da equidade, mulheres continuam sub-representadas na estrutura e na programação da EBC. Não apenas nas bancadas, como entrevistadoras e comentaristas, mas entre convidadxs e até na seleção musical das rádios. Pesquisa feita pela UnB para a Ouvidoria, por exemplo, mostra que os artistas mais tocados na rádios FM são homens, brancos, acima de 70 anos. Já na diretoria, elas são duas diretoras mulheres, entre oito cargos.
Durante as transmissões do futebol feminino na TV Brasil também ficou clara a falta de equilíbrio entre homens e mulheres. Na ocasião, telespectadoras lembraram que a TV pública não pode reproduzir formatos de programas dominados por narradores e comentaristas homens, tanto da casa, quanto convidados. Apreciamos a iniciativa de transmitir esportes femininos, mas queremos mulheres também com espaço e destaque nos programas de esporte.
No caso da ausência de apresentadoras e comentaristas, a EBC justificou ao Conselho Curador que faltam funcionárias qualificadas, o que consideramos um grave equívoco. Somos muitas profissionais talentosas, premiadas, com destaque fora da EBC, em condições de assumir esses espaços. O que falta são reconhecimento e oportunidades na empresa.
Portanto, é preciso que a EBC reconheça a sub-representação de mulheres, principalmente de mulheres negras, pelo ponto de vista institucional. Sugerimos que Programas de Seleção Interna (PSI) sejam feitos com recorte de gênero e com treinamento específico, quando for o caso. Além disso, cobramos que a empresa amplie benefícios que favoreçam uma participação mais efetiva das mulheres, como a instalação de creche e desenvolva políticas mais amigáveis de relacionamento que permitam mais tranquilidade e flexibilidade às mães e às gestantes. Nós entendemos que a EBC não pode abrir mão de promover a diversidade e a pluralidade, que são princípios da comunicação pública de fato.
Apoio: Sindicatos dos Jornalistas do RJ, DF e SP, dos Radialistas do RJ e de SP e Comissão de Empregados da EBC

