Os conflitos ocorridos durante a campanha salarial dos jornalistas provocaram, nos últimos meses, inúmeras manifestações em grupos de discussão na internet. Foram muitas as críticas contundentes entre colegas, à Diretoria e, mais recentemente, à Comissão de Ética do Sindicato. Houve, entretanto, casos que ultrapassaram os limites do aceitável e desceram aos mais baixos níveis da ofensa pessoal. Houve, também, repetidamente, a divulgação de informações falsas a respeito da Comissão. Foram atitudes que contribuíram para acirrar os ânimos e induzir a erro colegas mais exaltados.
De acordo com o que prevê o Código de Ética, a Comissão pode tomar providências formais contra quem agiu e prossegue agindo desta forma, mas evita fazê-lo porque entende ser mais pertinente a uma instância deste caráter e desta natureza a busca do diálogo, do debate político e do esclarecimento. Entretanto, não pode deixar de registrar publicamente o repúdio e a indignação diante desse comportamento.
Sabemos que as mídias sociais são propícias à disseminação do discurso do ódio, mas quem é jornalista deve rejeitá-lo, e não reproduzi-lo. Da mesma forma, quem é jornalista deve saber que seu compromisso ético com a divulgação da informação precisa e correta vale em qualquer circunstância. Assim, não pode confundir a crítica com a grosseria, o escárnio e os ataques à honra, nem usar a mentira como arma.
Rio de Janeiro, 29 de setembro de 2015
Sylvia Moretzsohn (presidente)
Alvaro Britto (secretário)
Dante Gastaldoni
Nilo Sérgio S. Gomes

