A Ejesa, empresa que edita os jornais ‘O Dia’ e ‘Meia Hora’, segue sem honrar os compromissos firmados com o Sindicato e com os 70 jornalistas demitidos dessas duas publicações e do extinto ‘Brasil Econômico’. À época das demissões, em meados do ano passado, a empresa se comprometeu a manter o plano de saúde em troca do parcelamento das verbas rescisórias em até dez vezes. O calote pode se transformar em ação judicial.
Apesar de ter assinado ‘confissões de dívida’ com os trabalhadores, contendo todos os detalhes do parcelamento, somente uma delas foi paga até hoje aos profissionais demitidos em agosto. Quem foi dispensado em julho recebeu três, assim como os ex-funcionários do ‘Brasil Econômico’.
Os trabalhadores apostaram numa saída pela mobilização e pelo diálogo, mesmo com dificuldades para arcar com o orçamento doméstico. A empresa, porém, se recusa a resolver a situação prontamente.
Entre os que permanecem nas redações da Ejesa no grupo, o clima é de indignação. Além de não terem recebido o 13º salário, os pagamentos estão atrasados e o plano de saúde corre o risco de ser cancelado.

