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Sindicato denuncia má vontade de patrões em agir pela segurança dos jornalistas

A violência contra jornalistas, que se intensificou pelo país no ano passado, de acordo com relatório da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgado em janeiro, não parece ser um problema para as empresas de comunicação que atuam no Rio. Prevista em convenção coletiva, a Comissão de Segurança tripartite não se reuniu nenhuma vez em 2015 – apesar das cobranças feitas pelo Sindicato. O caso, grave, foi denunciado pela diretoria durante o lançamento do relatório produzido pela Fenaj.
A Comissão de Segurança é integrada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, pelo Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas do Município do Rio de Janeiro e pelo Sindicato das Empresas de Radiodifusão no Estado do Rio de Janeiro. À ela caberia analisar, discutir e aprovar ações de capacitação envolvendo treinamento especializado e a conscientização dos profissionais para o uso de equipamentos de proteção individual adequados. A Comissão deveria se reunir bimestralmente, mas isso não está ocorrendo pela má vontade dos patrões em tratar do tema.
Com a divulgação do relatório da Fenaj, que contabiliza 137 casos de violência contra jornalistas no país em 2015, o Sindicato espera que as empresas se sensibilizem e confirmem presença nas reuniões da Comissão de Segurança. Para se ter uma ideia, monitoramento independente do Sindicato acumula 130 casos de violência contra jornalistas somente no município do Rio de Janeiro desde 2013. É necessário que as medidas previstas nas recomendações de segurança listadas pelo Ministério Público do Trabalho em 2014 passem a constar da convenção coletiva dos jornalistas do Rio.

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