Realizada na última sexta-feira (7), a segunda rodada de negociação entre a atual Diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e a Representação das Empresas de Rádio e TV trouxe algumas novidades.
O patronato, finalmente, apresentou propostas para as datas-base de 2015 e 2016, que seriam negociadas conjuntamente. Este ponto nos parece positivo, por possibilitar a solução de um impasse que já dura quase dois anos e por nos dar uma visão de conjunto do que está sendo negociado – às vésperas da campanha salarial de 2017.
As propostas, no entanto, ainda estão aquém das reivindicações da categoria. Os patrões, por exemplo, oferecem um índice de reajuste rebaixado que não é capaz de recuperar totalmente os salários com base na inflação de fevereiro de 2015 para cá; propõem o que chamaram de “ganho eventual” – valor que não compensa a perda de massa salarial experimentada, mês a mês, pelos jornalistas cariocas no período em que ficaram sem acordos; e não acenam com uma compensação para o não pagamento da Participação nos Resultados de 2015 – entre outros itens que não dialogam com os direitos e interesses da categoria.
Com o apoio técnico do Dieese e da assessoria jurídica que acompanha as campanhas salariais dos jornalistas há muitos anos, os diretores do Sindicato questionaram, ainda em mesa, diversos aspectos da proposta patronal e indicaram pontos que poderiam ser melhorados para torná-la aceitável. Os representantes das Empresas de Radiodifusão resistiram, inicialmente, às nossas sugestões, mas solicitaram que uma contraproposta fosse encaminhada antes da próxima rodada de negociação, marcada para o dia 14 de outubro.
Importante destacar que uma posição final a respeito desta negociação só será tomada pela categoria em assembleia.
Vamos permanecer atentos e mobilizados!

