O jornalista João Saldanha completaria 100 anos em 2017. Para celebrar o centenário, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ) prepara uma homenagem no dia 25 de julho, às 18h30, com a exibição do documentário “João Saldanha” (2012), que será seguido de uma mesa redonda no auditório que leva o nome do jornalista, em nossa sede (Rua Evaristo da Veiga 16, 17º andar, na Cinelândia). O jornalista e pesquisador André Iki Siqueira está entre os nomes escalados para a mesa redonda. Além de diretor do documentário que será exibido – junto com Beto Macedo -, ele é autor da biografia “João Saldanha: uma vida em jogo”. A entrada é franca.
Um dos maiores cronistas e comentaristas da história do jornalismo esportivo do país, ex-técnico da seleção brasileira e aguerrido botafoguense e militante do Partido Comunista Brasileiro, Saldanha é um dos ilustres associados do nosso Sindicato. Foi por sua estreita ligação com a entidade e com a categoria que, desde 2 de julho de 1999, o nosso auditório leva o nome daquele que foi apelidado de ‘João sem medo’ por Nelson Rodrigues. João Saldanha é, até hoje, grande fonte de inspiração para os jornalistas cariocas e de todo o Brasil.

Um dos mais populares jornalistas esportivos do país, João Saldanha trabalhou nas redações de ‘O Globo’, ‘Jornal do Brasil’, ‘Placar’, ‘Última Hora’, ‘Diário Carioca’, TV Rio, Rádio Tupi, Rede Globo e Rede Manchete. Crítico diário da seleção brasileira, João aceitou o desafio, virou técnico, classificou o Brasil para a Copa de 1970 e foi demitido do cargo ao se recusar a atender um pedido do general Médici, então presidente do Brasil, em plena ditadura militar.
João Saldanha morreu em 12 de julho de 1990, aos 73 anos, de insuficiência respiratória e embolia pulmonar, na Itália – onde estava trabalhando na cobertura da Copa do Mundo.
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