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SEGURANÇA DOS JORNALISTAS EM COBERTURAS: SBT CRIARÁ MANUAL

O Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro abriu na quinta-feira, dia 26 de junho, com a área de Recursos Humanos do SBT, a série de encontros solicitados junto às empresas de comunicação para tratar da questão da segurança dos jornalistas no exercício da profissão. A reunião aconteceu de forma virtual e foi considerada bastante proveitosa, com esclarecimentos em relação a protocolos e medidas a serem tomadas para aprimorar o que a emissora já oferece em termos de segurança aos jornalistas. Como resultado concreto da reunião, a empresa criará um manual para distribuir aos jornalistas.

Durante a reunião foram apresentados pelo RH da empresa os procedimentos da emissora com relação a segurança dos jornalistas. De acordo com a advogada do SBT, Daniela Arrieta, presente à reunião, a segurança das equipes está em primeiro lugar. Segundo ela, as equipes recebem orientações e recomendações nesse sentido, quanto à segurança na condução da cobertura. Também destacou que são disponibilizados para os integrantes das equipes equipamentos de proteção – os chamados EPIs.

Os diretores (as) do Sindicato questionaram a forma de comunicação às equipes, destacando que não bastam orientações verbais e que seria preciso a criação de canal de comunicação constante – com avisos em locais visíveis nas redações e a criação de um protocolo por escrito sobre os procedimentos de segurança para ser entregue a cada jornalista. Nesse sentido, outro advogado do SBT, Rodrigo Pereira, presente à reunião, garantiu que a empresa elaborará um manual sobre segurança, sendo inclusive apresentado ao Sindicato.

Questionada pelos diretores (as) do SPMRJ se os jornalistas têm autonomia para uma recusa no prosseguimento de uma cobertura por não se sentirem seguros, Daniela garantiu que sim e que a decisão tomada pela equipe é totalmente respeitada pela chefia. A empresa assegurou que as equipes só entram nos locais após o aval da polícia e, mesmo assim, com o monitoramento de policiais.

Os diretores do Sindicato também cobraram o fato do repórter fotográfico exercer a função de motorista nas equipes do SBT. A empresa justificou dizendo que durante o trajeto o jornalista exerce somente a função de motorista na condução do veículo e que isso não afeta a segurança da equipe. E que, além disso, recebe um adicional por isso.

O argumento foi imediatamente rebatido pelos diretores do SJPMRJ, pois na medida em que surja de um fato jornalístico durante o trajeto, esse profissional passará a exercer a função de jornalista. Um motorista não pode dirigir um veículo preocupado com outra coisa que não seja o trânsito. Se não for assim, sua segurança e de quem estiver no interior do veículo estará comprometida.

A iniciativa do Sindicato tem como base o crescente aumento de ocorrências que vem colocando em risco as equipes de jornalistas na cobertura de conflitos em áreas de risco. A última foi no dia 5/6, num ataque a tiros de fuzil a um helicóptero da Record TV, em uma cobertura jornalística, enquanto sobrevoava as comunidades de Cordovil, Parada de Lucas e Cidade Alta – no Complexo de Israel. Os tiros atingiram a fuselagem da cauda da aeronave. Um repórter cinematográfico e o piloto – estavam no interior da aeronave, conseguiram sair ilesos.

O Sindicato divulgará em breve a agenda da próxima reunião.

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