A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro externa aqui o seu profundo pesar pelo falecimento do jornalista Mino Carta, aos 91 anos, nesta terça-feira (2/9). Ele estava internado há duas semanas na UTI do Hospital Sírio Libânes, em São Paulo e lutava há mais de um ano contra problemas de saúde. O velório acontece no Cemitério São Paulo, em Pinheiros, zona oeste da capital.
Considerado uma das principais referências da imprensa brasileira, Mino foi responsável pela criação e direção de algumas das principais revistas do país: Quatro Rodas (1960), Veja (1968), Isto É (1976) e Carta Capital (1994). Também esteve à frente do Jornal da Tarde (1966), um projeto considerado inovador pelo formato gráfico e pela linguagem.
Nascido em Gênova, na Itália, Mino Carta fez parte da terceira geração de jornalistas de sua família. Seu avô materno, Luigi Becherucci, perdeu o cargo de diretor do jornal Caffaro devido à perseguição fascista de Benito Mussolini. Da mesma maneira, seu pai, Giannino, chegou a ser preso em abril de 1944 por fazer oposição ao regime. Ao fim da guerra, Giannino se mudou para o Brasil com a família.
Durante a ditadura militar, Mino enfrentou pressões e censura. Sem dúvida, deixa um legado que faz parte da história dos jornalistas comprometidos com a defesa dos valores democráticos.

