Trabalhadores planejam paralisações para pressionar emissora a discutir Plano de Cargos e Remunerações
Os sindicatos de jornalistas e radialistas do Rio, de São Paulo, do Distrito Federal e do Maranhão vão ingressar com ação na Justiça para barrar o aumento salarial de 30% que a diretoria da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) concedeu a si mesma. A decisão foi tomada em assembleia de jornalistas e radialistas da emissora pública na última quinta-feira (16). Revoltados com a notícia do reajuste, os trabalhadores também aprovaram uma moção de repúdio.
Enquanto concede generosos reajustes aos seus pares, a diretoria da EBC tem se recusado a discutir com os trabalhadores o Plano de Cargos e Remunerações (PCR). Foi informado durante a assembleia da última quinta que o diretor financeiro da emissora teria dito que o grupo de trabalho do PCR não teria continuidade este ano, por motivos financeiros, e nem em 2018, por ser um ano eleitoral.
Os jornalistas e radialistas, então, decidiram aumentar a pressão sobre a diretoria e estão programando um Plano de Lutas com uma série de paralisações, atos e plenárias para denunciar a postura da EBC e cobrar a reabertura das discussões do PCR este ano.
A assembleia da última quinta-feira, realizada simultaneamente nas quatro praças em que a EBC atua – Rio, São Paulo, Distrito Federal e Maranhão -, aprovou ainda reivindicações pela implementação do programa definido no Grupo de Trabalho PSI e questionamentos à direção a respeito de Programa de Demissão Voluntária (PDV).
Funcionários da EBC contra a retirada de direitos
Os jornalistas e radialistas da emissora pública também decidiram na assembleia pelo engajamento, por meio dos sindicatos e da Comissão de Empregados, nas próximas manifestações nacionais e regionais contra a retirada de direitos previdenciários e trabalhistas, como propõem as reformas do governo Michel Temer. Foi aprovada uma moção em defesa das aposentadorias e dos direitos trabalhistas. Leia abaixo, na íntegra:
“EM DEFESA DAS APOSENTADORIAS E DOS DIREITOS TRABALHISTAS
O governo de Temer deixou claro que seu projeto “Ponte para o Futuro” é uma corrida desenfreada para retirar direitos conquistados.
Depois de entregar o pré-sal para as petroleiras estrangeiras e aprovar a PEC 55 que reduz drasticamente os recursos para saúde e educação por 20 anos, agora é a aposentadoria que Temer e a maioria do Congresso Nacional querem retirar de toda trabalhadora e trabalhador através da PEC 287( proposta de Emenda Constitucional – Aposentadoria com 65 anos para homens e mulheres e 49 anos de contribuição).
Trabalhar até morrer ou morrer de tanto trabalhar…e se depender desse governo sem direitos trabalhistas com o negociado prevalecendo sobre o legislado e a terceirização Irrestrita ( PL 4330) que tramitam no congresso.
– Pela Retirada Imediata da PEC 287 e dos projetos que tiram direitos trabalhistas! Nenhum Direito a menos!”

