A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro externa aqui o seu profundo pesar pelo falecimento do jornalista e escritor, também músico, Luis Fernando Verissimo, aos 88 anos, ocorrido na madrugada deste sábado (30), em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Ele estava internado na UTI do Hospital Moinhos de Vento desde o dia 11 de agosto. A causa da morte foi complicações decorrentes de uma pneumonia, informou a instituição.
Veríssimo nasceu em Porto Alegre, em 26 de setembro de 1936. Viveu parte da infância nos Estados Unidos porque o pai, o escritor Erico Verissimo, um dos maiores nomes da literatura nacional, dava aulas de literatura brasileira em universidades americanas.
Antes de se dedicar exclusivamente à literatura, trabalhou como revisor no jornal gaúcho ‘Zero Hora’, em fins de 1966, e atuou como tradutor no Rio de Janeiro. Mas nas crônicas, aos 33 anos, encontrou sua real vocação. Através delas tornou-se um dos escritores contemporâneos mais populares no país, com presença em vários veículos como O Globo, desde 1999, Estado de S. Paulo e Zero Hora
Publicou mais de 80 títulos, entre eles As Mentiras que os Homens Contam, O Popular: Crônicas ou Coisa Parecida, A Grande Mulher Nua e Ed Mort e Outras Histórias. Entre os seus personagens mais icônicos estão o Analista de Bagé, a Velhinha de Taubaté, As Cobras, o Detetive Ed Mort e A Família Brasil.

