Sindicato dos Jornalistas

domingo, outubro 4, 2026

ESTADO DE MOBILIZAÇÃO: Sindicato convoca para plenária nesta terça-feira

capaA diretoria do Sindicato convoca os jornalistas para uma plenária na próxima terça-feira (03/06) para traçar estratégias do Estado de Mobilização, aprovado na última assembleia da campanha salarial. O encontro será às 19h no auditório do Sindicato (Rua Evaristo da Veiga,16, 17, próximo à Câmara de Vereadores).
Paralisações
A ideia é traçar, como parte do Estado de Mobilização, um calendário de mobilizações de rua e de novas panfletagens nas empresas. Acesse o nosso site para votar na enquete que vai medir a possibilidade de greve da nossa categoria  – está na lateral direita da página inicial – e para responder à pesquisa sobre condições de trabalho nas redações.
Sem acenar com a possibilidade de aumento real nos salários, a proposta patronal de rádio e TV – rejeitada pela assembleia – previa aumento no piso salarial: passou de R$ 1.274 para R$ 1.400 nas jornadas de cinco horas diárias em emissoras de televisão. No rádio, o valor subiu de R$ 1.132 para R$ 1.250. Nas jornadas de sete horas, os valores seriam de R$ 2.296 (televisão) e R$ 2.050 (rádio). O Sindicato defende R$ 4.927 para cinco horas diárias – valor calculado pelo Dieese a partir do custo do vida do jornalista na cidade do Rio hoje.
O valor de face dos tíquetes alimentação e refeição passou de R$ 200 para R$ 260 – o que daria R$ 13, valor muito aquém do cobrado em um Rio de Janeiro de preços surreais. A nossa pauta de reivindicações propõe R$ 29 no vale-refeição (R$ 580 por mês) e R$ 700 no vale-alimentação.
Os patrões ofereceram reajuste de cerca de 17% no auxílio-creche, que passaria a valer R$ 300 mensais. Os pagamentos anuais relativos à participação de resultados e ao abono foram reajustado apenas na faixa de empresas com mais de 150 jornalistas: ambos corresponderiam a 40% do salário mensal, com mínimo de R$ 1.400 e máximo de R$ 6.000. Vale lembrar que, no segmento de radiodifusão, somente a TV Globo emprega mais de 150 jornalistas no Rio.
O Sindicato cobrou, mas os patrões ignoraram a inclusão do Código de Ética no acordo e a instalação de comissões de empregados nas redações. Seguiremos pressionando por essas cláusulas e pelo aumento de 11,47% (6,47% do IPCA medido na cidade do Rio mais 5% de aumento real). As empresas oferecem 5,26% relativos ao acumulado do INPC, que costuma ser o menor índice de inflação apurado no país.
Após demonstrar muita resistência, o sindicato patronal de jornais e revistas finalmente marcou nova rodada de negociação do segmento. Será no dia 30/05, às 11h.
 

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