Sindicato dos Jornalistas

domingo, outubro 4, 2026

Patrões de rádio e TV se recusam a negociar acordo salarial justo para jornalistas

Mobilizar é o melhor caminho para forçar os patrões a oferecerem um acordo digno para os jornalistas nas negociações salariais deste ano. Os representantes das empresas de rádio e TV não apresentaram nada de novo na última rodada da campanha salarial, realizada nesta sexta-feira (06/06). Foram mantidas as cláusulas da proposta anterior, consideradas insuficientes pela categoria, que as rejeitou em assembleia. A próxima rodada de radiodifusão será no dia 26.
Sem acenar com a possibilidade de aumento real nos salários, a proposta patronal de rádio e TV prevê aumento no piso salarial: passou de R$ 1.274 para R$ 1.400 nas jornadas de cinco horas diárias em emissoras de televisão. No rádio, o valor subiu de R$ 1.132 para R$ 1.250. Nas jornadas de sete horas, os valores seriam de R$ 2.296 (televisão) e R$ 2.050 (rádio). O Sindicato defende R$ 4.927 para cinco horas diárias – valor calculado pelo Dieese a partir do custo do vida do jornalista na cidade do Rio hoje.
O valor de face dos tíquetes alimentação e refeição passou de R$ 200 para R$ 260 – o que daria R$ 13, valor muito aquém do cobrado em um Rio de Janeiro de preços surreais. A nossa pauta de reivindicações propõe R$ 29 no vale-refeição (R$ 580 por mês) e R$ 700 no vale-alimentação. A contraproposta patronal não prevê aumento real nos salários, limitando-se à reposição pela inflação do INPC (5,26%). O Sindicato luta por 11,47% (6,47% do IPCA Rio mais 5% de aumento real).
Para reverter esse quadro, além de visitas às redações, o Sindicato intensificará a comunicação direta com os jornalistas por meio de campanhas visuais sobre as reivindicações e posts didáticos nas redes sociais. Foi sugerida ainda a impressão de panfletos em inglês e espanhol para levar a nossa pauta aos estrangeiros que vão cobrir a Copa do Mundo. Faixas com as reivindicações serão estendidas em pontos movimentados da cidade para informar a sociedade sobre o impasse criado pelas empresas nas negociações. As ações foram propostas em plenária da categoria na semana passada.
Essas atividades somam-se às que já estão a pleno vapor, como as pesquisas sobre assédio moral e sobre as condições de trabalho nas redações. Há ainda uma enquete que mede a disposição de categoria em realizar paralisações e greves. Para votar, basta acessar o site e clicar em uma das opções na lateral direita da página. O Sindicato lançou o aplicativo Lide, que permite denúncias em tempo real, e finaliza vídeos com os motes da campanha salarial.

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