Sindicato dos Jornalistas

domingo, outubro 4, 2026

Diários Associados depositam salário de dezembro para alguns, mas 13º para ninguém. Sindicato protesta

Diretores do Sindicato realizaram na noite de sexta-feira (05/12) uma panfletagem em frente à sede dos Diários Associados, em São Cristóvão, para cobrar o pagamento do 13º salário dos radialistas e jornalistas das rádios Tupi e Nativa e do Jornal do Commercio. Informações obtidas pelo Sindicato dão conta de que, apesar de terem depositado os salários de dezembro, a empresa ainda não pagou o 13º. Estagiários e comunicadores seguem sem o salário de dezembro. Com cartazes, os diretores conversaram com os trabalhadores sobre a importância de se mobilizar pelo respeito aos direitos mais básicos, como a remuneração adequada.
O atraso no 13º salário é o mais recente problema de uma longa lista de irregularidades trabalhistas cometidas pelos Diários Associados no Rio. Alvo de uma fiscalização do Ministério do Trabalho em meados deste ano, solicitada pelo Sindicato, por conta das condições insalubres enfrentadas por jornalistas na nova sede, a empresa também já foi acionada diversas vezes por atrasos de pagamento de salários e de horas extras.
O Ministério do Trabalho ainda não concluiu a fiscalização, que encontrou um cenário desolador na redação do Jornal do Commercio: nuvem de poeira, barulho, cheiro de tinta, fios elétricos soltos, banheiros precários que expõem as mulheres. Jornalistas são obrigados a usar máscara para trabalhar.
Os problemas não param por aí. Jornalistas e radialistas da Rádio Tupi denunciam que há acúmulo de função sem a remuneração adequada e discrepâncias salariais entre profissionais que desempenham o mesmo trabalho, mas em editorias diferentes. Os funcionários relatam ainda uma rotina de assédio moral na rádio: “muitos gritam com seus comandados na frente de outras pessoas para executarem funções, constrangendo o trabalhador”, relata um funcionário, sob anonimato. A segurança dos trabalhadores também está em risco, com os coletes a prova de bala vencidos.
Práticas antissindicais têm sido a resposta da empresa às entidades de classe, via de regra. Além de impedir o acesso de sindicalistas às redações, os Diários Associados ignoram ou negam pedidos de reunião para a resolução de problemas.

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