O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro repudia a exposição e a ameaça à vida e ao exercício profissional do colega Fabiano Rocha, repórter fotográfico do jornal Extra, que teve a sua imagem exposta em uma página denominada PMERJ, no Facebook, com mais de 50 mil seguidores.
Este grave fato ocorre justamente no 7 de Abril, o Dia do Jornalista, data em que a nossa categoria pouco tem a comemorar. Entre várias violações de direitos que sofremos, há as ameaças e a violência física provocadas por agentes do Estado, que respondem por 68% dos casos registrados pelo sindicato em relatório de monitoramento iniciado em 2013.
A liberdade do exercício profissional é direito inalienável e repudiamos essa forma de violência ao jornalista e ao jornalismo. Exigimos apuração e responsabilização pelas ameaças contra Fabiano, por meio de ofício à Polícia Militar, Corregedoria Geral Unificada (CGU), Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, governo do Estado, Comissão de Direitos Humanos da Alerj, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e Ministério da Justiça.
O Sindicato dos Jornalistas tem denunciado desde 2013, insistentemente, o incremento da violência praticada por policiais militares contra a categoria. Reivindicamos, no entanto, respostas mais concretas do Estado no sentido de dar um basta à política de segurança pública militarizada que ameaça a vida não só de jornalistas, mas de toda a população, especialmente a que vive em favelas.
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro

